Militante da UNITA confirma que ACJ tem pouco tempo a frente do partido

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Domingos Pedro, militante da UNITA e membro do Secretariado provincial do Partido em Luanda, disse recentemente ao Factos Diários que o líder do maior partido na oposição pode, brevemente abandonar o poder. Em causa estão irregularidades que o político terá supostamente cometido durante o processo de candidatura ao XIII Congresso.


Por Isidro Kangandjo

“Em breve Adalberto Costa Júnior vai abandonar o poder porque, enquanto candidato ao XIII Congresso realizado em Novembro de 2019, ele não era angolano genuíno e todos os documentos que aparecem antes disso são falsos porque as estruturas do partido dominam isso inclusive da deputada e jurista Mihaela Ezsébet Neto Webba Kopumi”.

Domingos Pedro/antigo secretário da JURA em Cacuaco

Por outro lado avança que “qualquer cidadão é livre de fazer uma queixa, cumprimos com o nosso dever patriótico de ir ao Tribunal para impugnar o congresso e, esperamos apenas que ele venha justificar diante da justiça. É para dizer que 80% dos nossos mais velhos não estão com ACJ porque ele está a desviar o princípio ideológico da UNITA, não devia permitir fazer pacto com os grupos de indivíduos que desgraçaram o país durante décadas”

Domingos Pedro confirma que até aqui não recebeu nenhuma carta de desvinculação de militância da UNITA e garante não sair para salvar o partido da falência, por outro lado, reconheceu que com ou sem ACJ, a UNITA vai alcançar o poder em 2022.

Sobre a Tri-partida ou simplesmente Frente Patriótica Unida, Domingos Pedro entende que o seu partido não precisa se coligar com outros partidos pequenos para vencer as eleições e poderia concordar se o compromisso fosse com todos os partidos na oposição com acento parlamentar. “Não sei porque os nossos mais velhos estão aceitar essa palhaçada de Adalberto Costa Júnior em criar essa Frente. A verdade é que a UNITA não precisa dessa brincadeira para chegar ao poder. O momento em que os protagonistas da Frente Patriótica exclui as outras forças políticas com acento parlamentar, ai começa a máfia”, entende o político e antigo secretário da JURA no município de Cacuaco.

 

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