“Não temos a dignidade que deveríamos ter neste país” lamenta o sindicalista de Luanda

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Ser enfermeiro ou médico é doar a sua vida às outras vidas sem olhar no nível social nem na cor do paciente, às vezes, o médico é obrigado a tirar valores do seu próprio bolso para comprar medicamentos, seringas ou mesmo luvas para cuidar dos doentes. Apesar de eles serem a nossa solução no momento de aflição, infelizmente não são tratados conforme merecem.


Por Afonso Eduardo

O Factos Diários soube, de fonte seguras, que, durante o ano de 2020, cerca 100 médicos e 500 enfermeiros sofreram agressão física, psicológica e acusações por parte dos familiares dos doentes. Segundo a fonte, as agressões deveram-se pela falta de materiais gastáveis nos hospitais.

Para outros técnicos, sobretudo o sindicato dos Médicos em Luanda, o estado angolano é o principal agressor dos técnicos de saúde, por causa dos salários magros, falta de materiais de trabalho nos hospitais e valorização dos quadros.

“Não temos a dignidade que deveríamos ter neste país, salários de misérias, vivemos em casa de renda sem dignidade e andamos de táxi para irmos salvar a vida nos hospitais, onde somos infectados por várias doenças por falta de materiais de biosseguranças. Morremos sem, pelo menos, um caixão condigno, salvo se a família assim o fizer” – desabafou o médico de profissão Dr. Miguel sebastião, secretário-geral do sindicato dos médicos de Luanda.

O sindicalista entende que, para haver um respeito aos profissionais de saúde, começa-se com a presença dos governantes e de seus familiares nos hospitais públicos a serem tratados, por outra, entende que o abandono dos profissionais de saúde acontece porque a saúde em Angola ainda não é a prioridade das prioridades. “Quando é que vamos consultar ou tratar os governantes deste país e os seus familiares nos nossos hospitais públicos?” – Questionou o sindicalista.

TABELA SOLARIAL DOS PROFISSINAIS DE SAÚDE

Os serviços de Saúde, em Angola, é constituído por perto de duas mil unidades, das quais se destacam oito hospitais centrais, 32 hospitais provinciais ou gerais, 228 hospitais municipais e centro de saúde e 1453 postos de saúde.

 

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