Mais de 11 mil Congoleses deixam voluntariamente Cabinda

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Onze mil e 400 cidadãos da República Democrática do Congo (RDC), a maior comunidade de imigrantes ilegais na região, deixaram voluntariamente a cidade de Cabinda, de Março de 2019 até a primeira quinzena de Julho do corrente ano, de acordo com o Serviço de Migração e Estrangeiro (SME).


Por Redação do Factos Diários

Em entrevista à ANGOP, o director provincial do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), João Jeoveth Ângelo, referiu que este número representa um aumento de mais de 50 porcento em relação ao período homólogo, que teve um registo de cinco (5) mil e 307 saídas voluntárias dirigidas administrativamente.

O comissário de migração João Jeoveth Ângelo argumentou que o aumento considerável de saídas voluntárias deve-se, sobretudo, a intensificação das acções de sensibilização e outras, no quadro das medidas de combate à pandemia da Covid-19.

Esclareceu que estes cidadãos abandonam o território nacional acompanhado de suas famílias e bens.

O responsável disse ainda que estas saídas são um factor importante, uma vez que estes cidadãos residiam de forma ilegal e agora estão a descongestionar a cidade, devolvendo o sentimento de segurança e a redução de práticas de criminalidade, bem como de indução de cometimentos de hábitos que alteram a boa convivência dos citadinos.

“Se assim continuarem estamos a viver bons momentos de diminuição da imigração ilegal, embora tenha havido alguns casos de imigrantes que insistem em violar a fronteira usando caminhos fiotes (trilhos) para traficar combustíveis”, disse.

Por outro, refere que “os cidadãos estrangeiros em situação migratória irregular, sobretudo os da RDC, têm um quesito de não querer aderir à vacina contra a Covid-19”.

Neste contexto, deu a conhecer que as autoridades migratórias dos dois países estabeleceram um entendimento segundo o qual a responsabilidade da vacinação dos cidadão que saem, quer voluntariamente ou administrativamente, é das autoridades do  país de origem.

Salientou que a província de Cabinda não tem grandes fluxo de entrada de estrangeiros ilegais, nas fronteiras terrestres, que eventualmente possam propagar o vírus na província, salvo se houvesse uma entrada massiva o que seria preocupante.

Acrescentou que em Cabinda “há saídas massivas e não verificam-se entradas massivas, sendo que os traficantes de combustíveis não são tantos e não se juntam as comunidades. Eles têm lugares próprios para o exercício desta prática ilegal de contrabando de combustíveis”.

“Estamos a gerir a situação no combate à imigração ilegal com todas as cautelas e cumprimento rigoroso das medidas de prevenção e combate à Covid-19 para evitar eventuais casos de propagação do vírus com proveniência nos de países vizinhos”, disse.

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