LUNDA-NORTE: Refugiados contraem matrimonio no Lóvua

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Três casais de refugiados da República Democrática  Congo, contraíram  matrimônio  no passado Domingo, 23, no assentamento do Lóvua, província da Lunda-Norte,  num acto celebrado pelo padre da pró-Paróquia Santos Anjos da Guarda, no Distrito Urbano do Mussungue, Rodrigues Matenda que igualmente assiste a referida circunscrição.


Por Afonso Eduardo

No primeiro trimestre de 2017, a Província da Lunda-Norte acolheu 31.000 refugiados da República Democrática do Congo, que fugiram do conflito étnico-tribal na província do Kassai, tendo o  executivo angolano garantido todo o apoio necessário em termos de  abrigo, bens alimentares, assistência médico-medicamentosa gratuita, segurança total nos Centros de Acolhimento transitório, transporte terrestre e aéreo, vacinação de crianças e mulheres gestantes, entre outros.

Passados quatro anos, nasceram naquele Centro de Acolhimento do Lóvua 3.210 crianças, sendo que vinte e cinco refugiados regressaram voluntariamente ao seu País de origem e seis mil cidadãos decidiram permanecer na Lunda-Norte, onde dedicam-se à agricultura. A atenção especial do Governo Provincial da Lunda-Norte para com os refugiados, levou a refletir as vítimas do tribalismo a encontrar no Lóvua o alívio e, muitos prometem não saírem para nunca mais enquanto o país de origem não resolver definitivamente a situação política e étnico do Kassai.

Para além dos casamentos comunitários no assentamento do Lóvua, foi também lançada a  primeira pedra para construção da Igreja Católica, num acto testemunhado pelo  administrador municipal António Mussumari.

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