LUANDA: Comboio mata 27 e deixa 7 feridos graves nos últimos dois anos

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O número oficial apresentado ao Factos Diários, pelas autoridades dos Caminhos-de-Ferro de Luanda, aponta que registaram, nos últimos dois anos, colhimentos de 27 e sete ficaram gravemente feridos.


Por Isidro Kangandjo

Uma informação que o FD teve acesso vindo de funcionários do CFL, apontam que semanalmente têm efectuado o colhimento de um a dois corpos. Esta informação foi minimizada pelo Gabinete de Comunicação Institucional dos Caminhos-de-Ferro de Luanda.

Segundo Augusto Osório, responsável da Comunicação daquela instituição, informa que em 2019  registaram 13 colhimentos, entre eles 10 mortos e 3 feridos graves. Em 2020, houve 17 colhimentos, dentre os quais 13 mortos e 4 feridos. De janeiro a Fevereiro deste ano, foi registado 04 vítimas mortais.

Procuramos saber das  principais causas do colhimento de peões e veículos  na linha férrea do coração de Angola, o responsável respondeu em três pontos que são:

1 A circulação inadvertida e ilegal de pessoas não autorizadas sobre a linha férrea, em violação do postulado no Decreto Presidencial 147/10 que interdita o perímetro ferroviário para uso de qualquer pessoa singular ou colectiva, sem a devida autorização do CFL.

  1. Desenvolvimento de outras actividades como mercados móveis, sobre uso inadequado do material em circulação.
  2. Nas passagens de nível temos verificado uma desobediência sistemática de alguns automobilistas a sinalização existente e as orientações dos guarda- passagem.

Face ao contínuo desrespeito pelas normas de segurança por parte da população e face ao novo contexto que se avizinha  com a entrada em circulação dos novos comboios DMU que são mais rápidos que os actuais, o CFL-E.P teme o aumento de colhimento de pessoas.

Em uma visita efectuada recentemente pelo Comitê Provincial do MPLA, foram informados pelo Presidente do Conselho de Administração que têm realizado campanha de sensibilização dos comerciantes e moradores vizinhos dos Caminhos-de-Ferro de Luanda no sentido de cuidar e de estar atentos com o Comboio. Segundo o PCA, as vítimas mortais são resultante da ignorância das medidas de segurança imposta pela empresa ferroviária.

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