Hospital de Campanha da ZEE chama a TPA para limpar a imagem

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Apesar das reclamações continuarem por parte dos pacientes internados no hospital de Campanha para o covid-19, na Zona Económica Especial (ZEE) Km 27, a direcção destacada naquele hospital, chamou hoje, 13, a Televisão Publica de Angola para desmentir as acusações que pesam sobre o hospital.  

Por: Isidro Kangandjo

Os pacientes com sintoma de covid-19 naquela unidade hospitalar de campanha, alegam que o estabelecimento não tem condições nenhuma em termo de higiene no recinto assim como nas casas de banho. O pequeno-almoço chega as 10 horas, almoço 17 horas e o jantar é disponibilizado entre 20 ou 22 horas. A única medicação que usam é vitamina C e complexo B “ se estamos doentes que nos disponibilizem medicamentos da Covid-19 para nos curar”, disseram.

Sempre que os pacientes lá internados efectuam o teste, o resultado sai sempre positivo, porém, não compreendem porquê razão os familiares que juntos conviveram no momento, os testes deram negativos. “Há pacientes que chegam na segunda-feira e no sábado recebem alta. Os estudantes provenientes da Rússia estão todos bem de saúde assim como os três casos detectados na clinica Multiperfil, mas não se compreende porquê razão continuam em Quarentena Institucional”, contou.

O que preocupa os pacientes sem Covid-19, são pessoas que chegam com sintomas graves e que acabam por usar as mesma latrinas e circulam no mesmo recinto, segundo os denunciantes, há duas semanas não sabem do seu estado de saúde porque sempre que fazem os testes, não recebem os resultados.

Centro de quarentena na ZEE| Viana

“Nós não vamos morrer de Covid-19, vamos morrer de psique e poderemos adquirir outras doenças porque aqui tem muito mosquito, moscas e baratas. Não higiene”, disseram.

CONTRADITÓRIO

Numa entrevista concedida hoje a TPA, pelas 13 horas, um dos médicos destacados no local, desmentiu as acusações e aproveitou a ocasião para criticar o comportamento dos estudantes provenientes da Rússia.

Segundo o médico, os estudantes são os que mais complicam os médicos e praticam de forma insistente o vandalismo destruindo os chuveiros e arrancar as tomadas.

Já o secretário provincial da UNITA em Luanda, Nelito Ekwikwi, analisa o comportamento dos estudantes como forma de protestos, uma vez que estão perto de dois meses sem terem os seus resultados.

“É uma frustração, qualquer um pode entrar em conflito do ponto de vista psicológico. Estão há muito tempo sem receber os seus resultados, entretanto, a comissão multissetorial e o Ministério da Saúde em particular, devem acelerar o processo e receberem as suas respectivas altas”, disse o político.

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