Governador da Lunda Norte defende construção de Museu nos diamantes

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Dundo – O governador da província da Lunda Norte, Ernesto Muangala, defendeu, esta quinta-feira, a construção de um Museu dos Diamantes, para ilustrar e preservar a história da exploração deste recurso no Leste do país.


Por redação do Factos Diários

Ao intervir no encontro entre o Presidente da República, João Lourenço, e os membros do governo local, Ernesto Muangala defendeu que o museu seja construído na localidade de Mussalala, na margem do rio Tchihumbwe, município de Cambulo, onde foram encontradas as primeiras pedras de diamantes, em 1912.

A história das actividades de prospecção e exploração de diamantes em Angola remonta a 1912 e 1917, altura em que foram descobertas as primeiras sete pedras no rio Tchiumbwe, a Nordeste do município de Cambulo, província da Lunda Norte.

Os primeiros sete diamantes foram descobertos por Johnston e Mac Vey, em Novembro de 1912, no ribeiro Mussalala, afluente do rio Chiumbe, perto da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), dando lugar à constituição da Companhia de Pesquisas Mineiras de Angola (PEMA).

Os direitos da companhia, constituída para fazer pesquisas, prospecção e exploração de diamantes, foram transferidos para a Companhia de Diamantes de Angola (Diamang), cinco anos depois.

Em 1977, o Estado nacionalizou a Diamang e em Janeiro de 1981 criava a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), com a missão de gerir o cluster diamantífero angolano, realizar prospecção, pesquisa, reconhecimento, exploração, lapidação e comercialização de diamantes.

Ernesto Muangala entende que a construção de um Museu dos Diamantes vai incentivar estudos científicos sobre o recurso, bem como permitir a preservação da história.

Por outro lado, solicitou a alocação de verbas para a reabilitação do antigo museu arqueólogo “Bala Bala”, bem como a conclusão das obras de ampliação do Museu Regional do Dundo, que prevê a reposição dos depósitos e laboratórios.

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A província da Lunda Norte conta actualmente com um museu, situado no “coração” da antiga cidade do Dundo e com mais de 100 anos de existência, que ajuda a sociedade a identificar acontecimentos históricos decisivos e essenciais para a construção do “Império” Lunda.

Para ajudar a preservar as memórias e, ao mesmo tempo, explicá-las aos interessados, a instituição conta com um acervo repleto de artigos e colecções etnográficas, biológicas, arqueológicas, de arte sacra, popular e alguns objectos que se relacionam com a história da Revolução Industrial, como a exploração de diamantes.

As colecções etnográficas do Museu do Dundo constituem a principal componente do objecto social da instituição e resultam da primeira campanha de recolha de peças, designada “Expedição de Camaxilo”, feita no longínquo ano de 1937, e do Alto Zambeze, em 1939.

O Museu do Dundo possui nove mil peças etnográficas e prevê, para breve, a recolha de outras que se encontram em posse de pessoas ligadas à arte e detentoras de colecções.

Entre os artigos culturais expostos sobressaem a estatueta do Samanhoga (Pensador),  que se tornou num símbolo nacional, as máscaras Mwana Phowo (retrata a beleza feminina), Mukishi wa Mwanangana (palhaço do rei) – que corresponde ao sacrifício sagrado e representa os antepassados do chefe tribal – bem como os instrumentos musicais: Ngoma (batuque ou tambor) e puita.

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Fonte: ANGOP

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