Funcionário do BFA humilhado pela nova gestão faz 80 horas de fome

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Carlos Simões, funcionário há mais de 10 anos a frente do Banco de Fomento Angolano-BFA, faz greve de fome há mais de 80 horas, por alegada cessação injusta de contrato. Segundo denunciou o lesado ao Factos Diários.


Por Joaquim Paulo

 

O cidadão que responde pelo nome de Carlos Simões, funcionário do BFA há mais de 10 anos, não come há vários dias para fazer jus a greve de fome. Em causa está a caducidade do seu contrato de trabalho com a referida agência bancária que, segundo o mesmo, pretendem, na ilegalidade, caducar o seu contrato.

Funcionário desde Fevereiro de 2011 e que, pelo menos, fez parte de 3 das 23 Direções daquela agência bancária, hoje vive sem os salários e em condições de saúde não muito boa.

Como tudo começou?

Segundo o “lesado”, ele que trabalhou na Direção de Sistemas Informáticos,  foi convidado, no ano passado, para fazer parte de outra Direção só que, no mesmo ano, a tal Direção “caiu” e foi nomeado outro Conselho de Administração. Por conta disso,  as coisas começaram a ficar difíceis. “Sofri pressão e fui assediado moralmente”, contou.

Ainda em Portugal, na altura, Carlos Simões disse com exclusividade ao Factos Diários que a notícia de que não trabalharia mais no Banco de Fomento Angolano-BFA chegou a ele através de uma chamada telefónica que recebeu  de Luanda. “Antes de receber nodoente, fiz sínteses de cerca de 800 documentos, fiquei deprimido ao ponto de parar numa clínica”, acrescentou, para mais adiante dizer que também foi no mesmo período que perdeu o pai.

“O meu pai foi enterrado no dia 23 e no dia 29 recebi uma ligação telefónica que o contrato havia terminado. Nem respeitaram a memória do meu pai”, lamentou. Terminou dizendo que a empresa havia lhe dado apenas 4 dias de “conforto” para ir a Portugal, tratar os assuntos  atinentes ao seu saudoso pai.

O Factos Diários sabe que o queixoso contactou a Inspecção Geral do Trabalho e que, segundo o mesmo, a razão caiu sobre ele. Na mesma senda, foi feita uma negociação de reconciliação entre o BFA, a Inspecção Geral do Trabalho e os advogados do Senhor Carlos Simões. Mas, até o momento, deu tudo errado, nem água vem, nem água vai.

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