FNLA apela o Estado angolano para socorrer professores das instituições privadas

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O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, quando falava recentemente ao portal Factos Diários, sobre o estado dos professores e estudantes das instituições privadas face a Covid-19, mostrou-se preocupado em relação aos professores das instituições privadas que desde Março deste ano não recebem subsídios contrariando o Decreto Presidencial que obriga o pagamento de salários aos funcionários.

Por: Mateus Bazonga

Depois de se ter identificado os primeiros casos da covid-19 no país, a situação económica das famílias que muito antes do coronavírus-Covid-19, já era ameaçada, tem vindo a agravar-se ainda mais depois do Estado angolano ter decretado pela primeira vez o estado de emergência em todo o território angolano. As empresas adoptaram medidas radicais para salvar a economia, as famílias viram as suas fontes de aquisição financeira fechadas e obrigadas de encontrar novas formas de sobrevivência. O estado angolano lançou o decreto presidencial que autorizasse o pagamento de sessenta porcento das propinas, por um serviço que os alunos e estudantes não usufruíram. A situação, trouxe insatisfação por parte de alguns políticos, onde se sita o Presidente da FNLA.

Lucas Ngonda, é contra o pagamento de propinas dos colégios e universidades privadas, por se tratar de serviços não prestados aos estudantes e alunos dessas instituições durante o período de confinamento obrigatório, porque, segundo o político, os colégio e as universidades privadas sem comparticipação do estado angolano, são negócios que só os proprietários podem assumir os lucros, riscos e perdas.

“Da mesma maneira que os lucros não são partilhados com os alunos, estes não podem ser vítimas das perdas ocasionadas por um fenómeno pelo qual não são culpados. O que seria desejável para os professores sem salário é o estado angolano estabelecer um plano de subsídios de desemprego estrutural, condicionado com o fim da pandemia, uma vez que são cidadãos que pagam seus impostos e o estado tem a obrigação de acudi-los nas situações difíceis, da mesma maneira que gastou milhões em voos humanitários em busca de angolanos confinados em territórios estrageiros”, afirmou o político.

Ngonda, é de opinião que as instituições financeiras se sintam obrigadas, em função da situação da pandemia, cujo horizonte temporal é imprevisível, adoptar políticas emergenciais para financiar a economia apoiando o empresariado e o empregado.

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