Filho Cabo-Verdiano assume a Segurança da Presidência da República de Angola

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Francisco Pereira Furtado, geral de quatro estrelas, nomeado esta segunda-feira, 31 de Maio ao Cargo de Chefe da casa de segurança do Presidente da República, é filho de pais Cabo-verdianos naturais de Santiago e Santo Antão.


Por Isidro Kangandjo

Apesar do filho Cabo-verdiano ter ingressado nas forças armadas  em Setembro de 1974 e exercer várias funções com maior destaque de Chefe Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, General Furtado sempre foi tratado como sendo o filho querido de Cabo Verde e, segundo informações a que o Factos Diários teve acesso, Furtado teve inclusive intenções de concorrer as eleições gerais daquele país por causa da boa simpatia que goza no seio da população.

Segundo pessoas próximas do antigo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas general Francisco Pereira Furtado, que deu a sua mocidade na luta pois independência em Angola, confirmam a sua seriedade e sentido patriótico para o bem-estar da segurança nacional. Por essas razões de honestidade, Furtado terá sofrido muito na era de José Eduardo dos Santos por este ter negado pactuar com os actos macabros e, de forma estratégica antecipou a sua demissão para evitar o final triste. Um destes cenários foi o caso de Fernando Garcia Miala, afastado do cargo de director-geral do então Serviço de Inteligência Externa (SIE), em Fevereiro de 2006, tendo afirmado no dia 09 de Abril de 2019 que Miala “foi vítima das maiores cabalas que existiram no país”.

General Furtado pelo menos conhece bem a função que poderá exercer numa altura em que a Casa de Segurança do Presidente da República se tornou um espaço de lavagem de dinheiro e branqueamento de capitais por culpa de muitas entidades que exerciam ou exercem cargos do  topo incluindo Pedro Sebastião, Cerqueira João Lourenço e António Mateus Júnior de Carvalho “Dylangue”.

Para tornar virgem a casa dos prostitutos, o novo Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, terá primeiramente que efectuar estratégia de reunir com os sapadores porque, segundo informações que nos chegam, nas 12ª brigadas que compõem a Unidade Especial de Desminagem, está composto de um número elevado de fantasmas que recebem muito dinheiro todos os meses através da ordem de saque, inclusive funcionários das fazendas de alguns Gerais, os salários são processados a partir das brigadas.

Estas brigadas criadas em 2008 por Kopelipa, tem sido uma fonte de enriquecimento ilícito, por isso, nunca aceitaram que os valores desses funcionários fossem processados através do ministério das finanças porque, alguns entendem que estariam a destruir a fonte milionária de muitos dirigentes incluindo o irmão do Presidente João Lourenço.

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