COVID-19: Reservatórios Públicos de lavagem das mãos não jorram água em Luanda

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Os tambores distribuídos em todos os municípios da Província de Luanda com o objectivo de incentivar os luandinos lavarem as mãos constantemente tendo em conta a pandemia da Covid-19 que assola o país desde o mês de Março do ano em curso, os recipientes estão há meses sem água uma situação que preocupa a população.


Por Redação

Nos dias 23 a 27 do mês de Setembro do ano em curso, a equipa do Factos Diários Visitou cinco dos nove municípios que constitui a Província de Luanda para constar o funcionamento dos recipientes nas principais paragens dos autocarros e hiace´s. O município do Kilamba Kiaxi, regista um número elevado de tambores, infelizmente nenhum deles jorram água. Segundo uma fonte da Direção Municipal de energia e água, o município tem carência de água para depositar nos tambores e os camiões em funcionamento tem apoiado bairros que apresentam insuficiência de água sobretudo no bairro dos rastas.

Para muitos, a colocação dos recipientes não passam de um charme político. “Isso é um charme político porque não é possível numa altura como essa os administradores colocarem tambores e não passa água. Porque colocaram se sabem que não há condições para o efeito?”, Questiona Paulo Teka um dos passageiros e funcionário de uma das lojas do Kilamba Kiaxi.

Na Cidade Administrativa de Luanda, a situação é a mesma. Os tambores colocados nas paragens dos autocarros no Porto de Luanda quer no Largo das Escolas, segundo os passageiros, desde a data que foi colocado os recipientes, nunca jorrou água. “Nós que trabalhamos como vendedores ambulantes, não temos onde lavar as mãos porque os tambores que colocaram na rua, não passam água”, disse uma das vendedeiras da estação do Comboio no Distrito das Ingombotas.

Vendedores ambulantes, meninos de ruas e mendigos, atravessam graves dificuldades na higienização das mãos e vários acorrem no largo do ambiente para a lavagem das mãos, mas a maior dificuldade está no sabão.

Nos municípios de Cacuaco, Cazenga e Viana, a nossa equipa de reportagem constatou a insuficiência dos tambores, nas paragens dos autocarros não existem recipientes para a lavagem das mãos. Para os nossos entrevistados, a falta de água nos tambores, visa transmitir a mensagem aos cidadãos de que não existe a pandemia na comunidade.

“ O governo está a desincentivar a lavagem das mãos, são eles que não criam condições para o efeito. A população está mobilizada porque sabem que o Covid-19 é uma doença invisível e há essa necessidade de lavar constantemente as mãos, mas as administrações não ajudam”, disse o Psicólogo Jovelino Matari.

O especialista entende que as medidas de prevenção não devem ser associados com propaganda enganosa chamando a imprensa para testemunhar algo que não tem muito tempo de vida, por outro lado, solicita à Governador Joana Lina a sensibilizar os seus auxiliares no reforço da distribuição de água nos tambores para que pessoas que ficam mais tempo nas ruas com o maior realce, vendedores ambulantes possam lavar sempre as mãos.

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