Covid-19 condiciona harmonização curricular

Partilhe

A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo, afirmou, esta terça-feira, que a Covid-19 condicionou o desenvolvimentos de várias actividades, impactando os seus resultados, sobretudo o processos de harmonização curricular.


Por Redação do Factos Diários

 

Falando no acto solene de abertura do ano académico 2021-2022, presidido pelo Presidente da República, João Lourenço, a ministra sublinhou que este processo de harmonização curricular poderá terminar apenas neste ano académico.

Referiu que o documento já está a ser apreciado pelos especialistas das ordens dos profissionais que compõem as comissões curriculares nacionais, visando o seu início para a sua implementação em 2022/2023.

Este processo visa evitar disparidades existentes nos cursos do ensino superior em diversas instituições, de modo que o perfil de saída do formando se adéque às necessidades do mercado de trabalho no país.

Maria do Rosário Bragança Sambo adiantou ainda que a formação inicial de educadores de infância e de professores para o ensino primário e secundário coloca novas exigências na edificação de um subsistema de formação de professores, com necessária e cada vez mais impactante, com a colaboração entre os Ministérios da Educação, Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.

Outrossim, informou que o ministério começou a analisar ao nível nacional a pertinência da oferta formativa das instituições do ensino superior pedagógico e das que possuem cursos nas áreas das ciências da educação para a devida adequação às reais necessidades do sistema educativo, como estabelece o programa nacional de formação e gestão do pessoal docente.

Já no quadro da melhoria de formação de professores, Maria Bragança Sambo avançou estarem na fase de conclusão o primeiro ano de três cursos de mestrados em metodologia de educação nos domínios de infância, do ensino primário e do ensino da língua portuguesa, em que 66 docentes estão a ser capacitados para se tornarem formadores nos institutos superiores da educação.

Neste primeiro ano a formação foi realizada numa universidade portuguesa, e que os formandos vão agora frequentar estágios pedagógicos em Angola.

Para o ensino superior, existem 152 mil vagas (contra 133 mil e 672 de 2020/2021).

A governante considera ser necessário potenciar a oferta formativa em áreas da ciência, tecnologia, engenharia, matemática e saúde.

A ministra aproveitou a ocasião para informar que o ministério vai realizar, de 29 a 30 de Novembro deste ano, a VII conferência nacional de ciência e tecnologia e a II feira de invenções, inovação e empreendedorismo de base tecnológica.

Segundo Maria do Rosário Bragança Sambo, essas actividades são de extrema importância para a comunidade científica, para a divulgação dos trabalhos e para troca de experiência e intercâmbio ao nível nacional e internacional, onde se discutirá as realizações nos domínios da ciência, tecnologia e inovação, bem como interagir com parceiros e criar mais pontes para o reforço da cooperação científica.

Lembrou que esta será a última edição da conferência e da feira que terá lugar sob responsabilidade directa do ministério, sendo que as futuras edições a organização estará a cargo de consórcios de instituições do ensino superior e de investigação de desenvolvimento, com patrocínio deste departamento ministerial.

Angola possui 96 Instituições de Ensino Superior (IES), sendo 32 públicas e 64 privadas, divididas entre academias (1 pública), universidades (11 públicas e 10 privadas), institutos superiores (16/52) e escolas superiores (4/2).

As unidades militares integradas no sistema do ensino superior seguem um regime próprio.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »