Cidadãos tentam esbulhar terreno de camponeses em nome da Presidência da República

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Os cidadãos Domingos Camilo Neto, Sousa Bulo e Ruben Domingos, em representação da COOPHABIT, CRI( Cooperativa Habitacional) querem ESBULHAR, a todo o custo, um terreno pertencente à cooperativa ASSOCIAÇÃO DOS CAMPONESES PARA O DESENVOLVIMENTO AGRO-PECUARIO E PESCAS” TALA HALY” na comuna de Ramiro, município de Belas, a Sul de Luanda.


Por redação do Factos Diários

Com efeito, os citados cidadãos, que alegam serem funcionários da Presidência da República, utilizam o nome desta instituição para intimidar os legítimos proprietários, alegando que o espaço que pretendem retirar aos camponeses foi legalizado pelos “Órgãos do Gabinete do Presidente da República”, em 2005, para a construção de uma cidade.

O assunto, que já se encontra nos órgãos de justiça, mormente na Procuradoria Geral da República, os funcionários da Presidência da República dizem também que o espaço em causa servirá para outros projectos sociais e agrícolas.

A denúncia do esbulho do terreno foi feita pelo presidente da ASSOCIAÇÃO DOS CAMPONESES PARA O DESENVOLVIMENTO AGRO-PECUARIO E PESCAS” TALA HALY” João Nascimento, em conferência de imprensa, realizada esta semana, na sede da associação, no Ramiro, durante a qual dúvida da autenticidade da documentação apresentada pelos funcionários da Presidência da República.

Segundo João Nascimento, Domingos Camilo, Sousa Bulo e Ruben Domingos estão a utilizar indevidamente o nome da Presidência da República para se se apossarem do terreno, tendo em conta a dimensão desta instituição, que supostamente representam.

” Estão a intimidar os camponeses, os legítimos proprietários deste terreno, inclusive fazem ameaças, mas nós não vamos nos vergar quando a justiça não for feita”, desabafou, João Nascimento.

O responsável desafiou o trio da Presidência da República para explicar exactamente que órgão representam.

” Uma instituição como a Presidência da República tem várias direcções ou órgãos, afinal qual é o órgão que eles representam e que alegam ser o proprietário do terreno”, questionou a fonte.

João Nascimento não tem dúvidas que estão a utilizar a Presidência da República na tentativa de melhor tirar proveito do terreno da Cooperativa Tala Haly.

Entretanto, a fonte diz que os camponeses não vão se deixar intimidar e confiam na justiça angolana, reiterando que o caso corre já os seus trâmites na Procuradoria Geral da República (PGR).

Refira-se que a Tala Haly controla mil e 580 associados, que exercem actividade agrícola de subsistência num perímetro de dez mil hectares, onde cultivam mandioca, jinguba, milho, soja, melancias, abóbora, gengibre e legumes diversos, desde 2007, cujo perímetro lhes foi cedido pelo soba António Domingos Chivela, que vive na comuna do Ramiro há 63 anos.

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