CASO IURD: Ministério da Cultura e INAR mostram-se “sínicos” na resolução do conflito

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O Diário da República de Angola, órgão oficial do país, comunicou formalmente o resultado de uma assembleia da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), no dia 24 de junho, que determinou a dissolução de sua diretoria e a destituição do bispo brasileiro Honorilton Gonçalves de sua cúpula.


Por Afonso Eduardo

Considerada uma entidade de direito angolano, o grupo “rebelde” da Igreja Universal, alegou como base para suas decisões, segundo o órgão oficial, a “violação sistemática aos estatutos e direitos dos membros”, tais como “a discriminação racial e violação das normas estatutárias”; a “imposição e coação à vasectomia aos pastores”.

Também são citadas a suposta “privação aos pastores e suas respectivas esposas de acesso à formação acadêmica, científica e técnica profissional”; a suposta falsificação de atas, “abuso de confiança da direção da Igreja ao passar procurações com plenos poderes a cidadãos brasileiros para exercer atos reservados à assembleia geral” e “abuso de confiança na gestação dos recursos financeiros e patrimoniais”, entre outros pontos.

Apesar das acusações serem gravíssimas contra a direção da Igreja Universal, nenhuma entidade angolana se interessou ouvir a parte acusada conforme avançou, recentemente, numa conferência de imprensa o Porta-voz da Igreja Universal do Reino de Deus o Bispo Alberto Segunda.

“Durante essa fase de crise já solicitamos audiência com o ministro da Cultura e com o director do INAR, mas até aqui nunca fomos ouvidos e nunca fomos recebidos”, o porta-voz da Igreja Universal do Reino de Deus lamentou e tendo achado estranho, por não terem sido ouvidos nem convocados para prestarem qualquer esclarecimento ao Ministério da Cultura à volta deste processo.

O Factos Diários sabe que muitas igrejas em conflito em Angola, nunca mereceram uma resolução consensual por parte do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente nem para a direção do Instituto Nacional dos Assuntos Religiosos. Segundo o Bispo da IURD Alberto Segundo, as cartas de pedido de esclarecimento enviados para o Ministro Jomo Fortunato quer ao Director do INAR Francisco de Castro Maria, nunca mereceram o “sim” nem o “não”, preferindo simplesmente o silêncio.

Na visão do Bispo Alberto Segunda, as ilegais actas saídas das assembleias dos rebeldes, fez com que o Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos e o Ministério da Cultura, viessem ao público determinando que o líder da Igreja Universal fosse o senhor Valente Bezerra Luís, expulso da IURD desde Novembro de 2019, por mal conduta e acto de rebelião.

O Porta-voz, chamou os elementos que tomaram de assalto a Igreja de associação criminosa por estes terem realizado Assembleia à margem dos estatutos, falsificação de documentos e agressões. “A Igreja Universal do Reino de Deus, está a sofrer um golpe por dissidentes e Ex-pastores que um dia fizeram parte da instituição. Nós, a Igreja Universal, somos guiados por um estatuto e um regulamento interno, aonde todos aqueles que querem seguir o caminho pastoral, devem respeitar aquilo que consta no estatuto da Igreja”, disse o Porta-Voz.

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