CASA-CE em Luanda lança o “cardápio” que vai monitorar as falcatruas do MPLA

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Foi lançado hoje, 15, em Luanda, o “Cardápio  Político”, uma nova forma de denunciar e manter informado os cidadãos sobre o real estado social, político, cultural e económico da província de Luanda. A iniciativa é do Secretariado Provincial de Luanda da CASA-CE liderado por António Francisco Hebo.


Por Joaquim Paulo

Com o objectivo de passar em revista o verdadeiro estado político da Província de Luanda, fazendo uma radiografia da mesma e levar ao conhecimento do público, a CASA-CE, em Luanda, reuniu vários órgãos de Comunicação Social, na manhã de hoje, para tornar público o “Cardápio Político”, que passará a ser apresentado mensalmente ao público, com o objectivo de denunciar e informar, sobre tudo que acontece na senda política da província capital e arredores.

O acto de apresentação foi feito pelo Secretário Executivo daquela Coligação de partidos políticos, em Luanda, António Hebo, ladeado pelos representantes de vários partidos atrelados àquela coligação e representantes municípios.

O “cardápio-estreia”  espelhou sobre o actual estado de saúde da Província de Luanda. Questionado sobre a motivação da escolha do tema, Francisco Hebo assegurou que o estado de saúde da cidade capital é frustrante e muito difícil.

“A situação de saúde de milhões de pessoas em Luanda é inaceitável. Mais da metade da população de Luanda não usufrui os benefícios de um adequado atendimento. Sistema de Saúde Nacional está falido e que está ser substituído por um sistema de saúde anárquico e negativo, que promove injustiça, o nepotismo, o roubo e a insensibilidade”, disse o representante de Manuel Fernandes na capital de Angola, Luanda.

As evidências que sustentam as afirmações:

  1. Em todas unidades hospitalares faltam medicamentos e materiais gastáveis;
  2. Há escassez de Médicos, Enfermeiros e outros Agentes de saúde;
  3. Falta de Ambulâncias operacionais. Há poucas ambulâncias em bom estado, quando colocadas á disposição dos doentes cobram uma contrapartida, o famoso dinheiro do combustível;
  4. Falta de água nas unidades hospitalares;
  5. Falta de lavandaria nos hospitais;
  6. Falta de cama nos hospitais, lençóis e pijamas para os pacientes.

Nesta senda, segundo Francisco Hebo, a corrupção, o distanciamento entre os dirigentes e o povo, e a ausência do poder autárquico são apontados como as causas imediatas do naufrágio do Sistema de Saúde Nacional

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